FAQ

Quais são as proteínas presentes nas luvas de látex?

As proteínas estão presentes no látex da borracha natural extraído da seringueira. Entre essas proteínas existem enzimas envolvidas na biossíntese da borracha, enquanto outras proteínas são importantes para manter a estabilidade coloidal do látex.

Qual é o limite de proteína aceitável nas luvas de látex?

  • Não existe limite máximo para proteínas drenáveis (removíveis) nos padrões europeus.
  • A ASTM estabelece um limite máximo da proteína residual removível em 200 ug/dm2 (como medida pelo método modified lowry) e proteínas alergênicas em 10 ug/dm2 (medida pelo método Elisa).
  • A escala de padrão Malasiano de luvas estabelece um limite máximo em 200 ug/dm2 para luvas com pó bioabsorvível e de 50 ug/dm2 para luvas sem pó bioabsorvível.
  • 50 ug/dm2 de proteína removível no processo de lavagem por grama de luvas é o limite mais baixo de sensibilidade do teste do método modified lowry, reconhecido pela FDA.

Baixos níveis de proteína asseguram uma baixa reação alérgica à proteína?

O nível inicial para a sensibilização protéica não é conhecido. Estudos mostram que quanto mais baixo o teor de proteína presente nas luvas, menor a resposta alérgica demonstrada por indivíduos sensibilizados quando submetidos a testes dermatológicos.

Isto é confirmado pelo estudo pelo método modified lowry, que determina a concentração total de proteínas removíveis, e correlaciona-se relativamente bem com o teor alérgico verdadeiro, medido pelo teste alérgico ou método IGE látex-específico.

Quais são os métodos de testes padrões para proteínas removíveis?

  • O método de teste padrão ASTM D5712-95 – o método de teste do ensaio modified lowry no qual proteínas são extraídas em água destilada e sua concentração é determinada em relação aos padrões da proteína ovalbumina. Os resultados dos testes são expressos em ug/g e seu limite de sensibilidade é menor ou igual a 50 ug/g. Entretanto, certos aditivos ou surfactantes podem causar falsos altos valores de concentração da proteína, interferindo no resultado real.
  • O método de teste padrão ASTM D 5712-99 – um método de teste do ensaio modified lowry modificado, no qual as proteínas são extraídas em fosfato protegido em uma solução salina. Os resultados dos testes são expressos em ug/dm2 e seu limite de sensibilidade é menor ou igual a 50 mg/g.
  • O método de teste padrão europeu, EM 455: 3: 2000 – método de ensaio modified lowry no qual as proteínas são extraídas por um produto, conhecido como TES, sua concentração é determinada em relação aos padrões da proteína ovalbumina.
  • O método de teste padrão Elisa ASTM D 6499-00 – um método de teste protéico que detecta proteínas alergênicas.

Como a UniGloves® assegura um teor protéico baixo em suas luvas?

Aspectos técnicos:

  • A UniGloves® monitora consistentemente o nível proteico no processo de fabricação das luvas com pó bioabsorvível e no processo de tratamento das luvas sem pó bioabsorvível.
  • As máquinas de fabricação da UniGloves® são programadas para extrair as proteínas do látex através de alguns processos de drenagem, com aumento da temperatura e manutenção da qualidade e resistência das luvas fabricadas.
  • No processo de fabricação das luvas sem pó bioabsorvível, são incorporados vários ciclos de lavagem com água pura que removem as proteínas para assegurar o menor nível protéico possível.

Testes e verificações

  • A UniGloves® executa mensalmente testes de uso das luvas com pó e sem pó bioabsorvível de acordo com a Portaria 332/09 – INMETRO. Isso garante que nossas luvas estejam em conformidade com os níveis aceitáveis de qualidade.
  • A UniGloves® verifica os níveis de proteínas das luvas fabricadas, enviando-as para verificação em laboratórios independentes a cada trimestre.

Pesquisa e desenvolvimento

  • Pesquisas e desenvolvimento são conduzidos ativamente pela UniGloves® a fim de buscar tecnologias de redução protéica mais avançadas e eficientes, e ainda manter o mais alto nível de qualidade de proteção das luvas para os seus usuários.
  • Exemplos práticos das atividades de pesquisa e desenvolvimento são as técnicas de revestimento com polímeros e a desproteinização enzimática, onde seus resultados favoráveis são demonstrados em inúmeros estudos e pesquisas publicadas.